segunda-feira, 24 de maio de 2010

Material óptico artificial

Luz pode ser controlada com


Uma rede de guias de ondas, parecida com as ruas de uma cidade, pode levar a novas formas de controlar a luz, superando os dispositivos atuais de invisibilidade, "lentes perfeitas" e telecomunicações.[Imagem: E. Feigenbaum/Caltech]


Nos anos recentes, os pesquisadores criaram as primeiras versões das "capas de invisibilidade" e fibras ópticas avançadas manipulando a luz com estruturas compostas por unidade básicas minúsculas que se repetem.

No último exemplar da revista Physical Review Letters, uma dupla de cientistas propõe uma maneira diferente de construir um material óptico artificial, usando uma rede de filamentos capazes de guiar a luz.

Se esses metamateriais fotônicos se tornarem práticos, eles poderão abrir novos caminhos para controlar a luz em tecnologias que vão das telecomunicações de alta velocidade até a geração de imagens de alta resolução.


Cristais fotônicos e metamateriais


Uma estrutura bem conhecida para a manipulação da luz, chamada cristal fotônico, é formada por uma repetição ordenada de características em duas ou três dimensões - como um cubo de plástico transparente com buracos perfurados através dele em um espaçamento preciso.

A interferência das ondas de luz que atravessam a estrutura favorece a reflexão de alguns comprimentos de onda, criando cores brilhantes - o mesmo acontece no caso de estruturas naturais, como as asas de borboleta, que contêm estruturas microscópicas repetidas.

Em outra técnica, os pesquisadores organizam pequenas estruturas, que funcionam como antenas, para formar os metamateriais.

Essas estruturas podem ter propriedades ópticas não encontradas na natureza, como um índice de refração negativo, que pode tornar objetos invisíveis, ou eventualmente permitir a criação de lentes perfeitas.


Ruas de luz


Mas, tanto nos cristais fotônicos quanto nos metamateriais, as ondas de luz refletem-se pelo volume do material para produzir os efeitos desejados.

Agora, Eyal Feigenbaum e Harry Atwater, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), propuseram um esquema diferente, no qual os sinais de luz viajam ao longo de caminhos lineares predefinidos - ou guias de onda - que se cruzam em vários locais, como as ruas de uma cidade planejada.

Ao escolher os comprimentos das várias rotas entre dois cruzamentos quaisquer, ou ajustando a velocidade que a luz viaja ao longo das diferentes rotas, os pesquisadores podem controlar quais comprimentos de onda irão se cancelar ou serão reforçados.

Além disso, as propriedades podem variar de um local para outro no interior da estrutura, o que contrasta com a uniformidade de um cristal fotônico. "A capacidade de controlar as propriedades das ondas em qualquer local é a grande vantagem aqui," diz Feigenbaum.


Ruas de ouro


Para ilustrar o conceito, os pesquisadores realizaram exaustivas simulações em computador dessas redes bidimensionais de guias de onda.

Cada guia de onda é formado por dois "perfis" de ouro, com uma pequena folga entre eles para confinar a luz. Quando essa distância entre os dois perfis de ouro é muito menor do que o comprimento de onda, as ondas de luz acoplam-se fortemente ao metal.

Qualquer luz que atingir um cruzamento entre dois guias de onda dispersa-se em quantidades iguais em todas as quatro direções, de acordo com um trabalho anterior de Feigenbaum. Ele e Atwater agora calcularam como a luz viaja em uma rede infinita desses cruzamentos parecidos com ruas.


Aprisionando a luz


Imagine dois pulsos de luz que se aproximem de uma intersecção, vindos de duas "ruas" perpendiculares.

Se os dois pulsos estiverem em fase - suas ondas estiverem sincronizadas - a luz não retornará nas direções reversas, de onde vieram, e só vão sair pelas duas ruas à frente.

Mas se os dois pulsos estiverem fora de fase eles interferem um com o outro de uma forma que envia a luz apenas nas direções de onde vieram os pulsos originais.

Isto significa que os pulsos podem ser aprisionados em torno de um único "quarteirão" da estrutura, colidindo e refletindo sempre que se encontrarem nos cruzamentos. Os pesquisadores calcularam que os pulsos colidirão dezenas de vezes nesse ressonador, antes de se atenuarem e desparecerem.


Efeitos ópticos


O longo tempo de vida dos pulsos de luz sob controle permite a criação de efeitos ópticos mais complexos, dadas as múltiplas possibilidades de interação na rede completa de "ruas ópticas".

Por exemplo, os pesquisadores descobriram que algumas faixas de comprimento de onda têm sua propagação complemente "proibida" - uma das características básicas dos cristais fotônicos.

Mas o projeto da rede de caminhos ópticos pode permitir uma maior flexibilidade, diz Feigenbaum. Por exemplo, mesmo uma pequena rede pode ser ajustada para selecionar comprimentos de onda específicos para comunicações ópticas.

Alternativamente, materiais ópticos sintéticos usados como lentes podem ser otimizados por meio de propriedades da rede que variam de acordo com a posição.

A equipe já está avançada na fabricação de estruturas experimentais para testar as suas previsões teóricas, e os cálculos sugerem que efeitos semelhantes deverão ocorrer também em estruturas tridimensionais.


Chip óptico


A estrutura proposta é "mais do que um intermediário entre os sistemas periódicos já existentes," avalia Henri Benisty, do Instituto de Óptica, em Palaiseau, na França.

Ela poderá ser construída utilizando a tecnologia padrão de construção de chips. Mas ele também se pergunta se as interseções críticas poderão ser feitas com precisão suficiente em matrizes em grande escala.



mais em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=luz-controlada-ruas-opticas&id=010160100423


domingo, 2 de maio de 2010

Nanotubos orgânicos produzirão eletricidade dentro do corpo humano


Nanotubos biocompatíveis com piezoeletricidade

Dois investigadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, descobriram que os nanotubos de peptídeos auto-organizados - um dos materiais mais intrigantes em estudo atualmente - possuem a propriedade da piezoeletricidade.
Os resultados desta descoberta podem abrir uma nova era na utilização de materiais piezoelétricos em aplicações médicas e biológicas.
Materiais piezoelétricos geram eletricidade quando sofrem alguma ação mecânica ou, inversamente, geram uma pressão mecânica quando recebem uma corrente elétrica.
Descoberta piezoeletricidade em nanotubos biocompatíveis

Pesquisadores portugueses descobriram a piezoeletricidade em nanotubos biológicos associados à proteína beta amiloide, a proteína do Mal de Alzheimer. [Imagem: Kholkin et al./ACS Nano]
 
Proteína beta amiloide
Os nanotubos de peptídeos auto-organizados são pequenos tubos de origem biológica, com tamanhos entre 50 e 500 nanômetros.
Eles foram identificados pela primeira vez a partir da descoberta da proteína beta amilóide, a proteína da doença de Alzheimer. Hoje os cientistas já conseguem sintetizá-los a partir de um aminoácido não-natural chamado difenilalanina.
Esses nanotubos são constituídos por blocos de construção biológica - aminoácidos - o que os torna intrinsecamente biocompatíveis.
Até agora, a melhor solução alcançada pelos cientistas para gerar eletricidade para implantes e próteses era a inclusão de materiais piezoelétricos, como o PZT (titanato-zirconato de chumbo), em uma matriz de silicone, criando uma espécie de borracha que gera energia.
Piezoeletricidade
Andrei Kholkine e Igor Bdikin estavam estudando os nanotubos inspirados na proteína beta amiloide, usando um microscópio eletrônico de varredura, quando observaram a piezoeletricidade.
 
Descoberta piezoeletricidade em nanotubos biocompatíveis

Os nanotubos bioinspirados têm outras propriedades únicas, como a rigidez e a capacidade de atrair outras biomoléculas, abrindo ainda mais o leque de suas possíveis aplicações. [Imagem: Kholkin et al./ACS Nano]
 
Mais inesperado ainda é que eles detectaram nos nanotubos bioinspirados propriedades piezoelétricas comparáveis com os melhores atuadores piezoelétricos conhecidos - como referência eles utilizaram o trióxido de lítio e nióbio (LiNbO3).
E com a vantagem que os nanotubos não contêm qualquer metal pesado e, mais importante, são plenamente compatíveis com o corpo humano.
Atuadores e sensores
A capacidade de converter energia mecânica em energia elétrica e vice-versa permite que os materiais piezoelétricos sejam utilizados tanto como atuadores quanto como sensores. Em biomedicina, por exemplo, eles podem usar o movimento do corpo para gerar a energia para implantes médicos, como marcapassos, ou detectar pressões excessivas e desgastes em próteses e articulações.
Os nanotubos bioinspirados têm outras propriedades únicas, como a rigidez e a capacidade de atrair outras biomoléculas, abrindo ainda mais o leque de suas possíveis aplicações.
Segundo os pesquisadores, como a estrutura dos bionanotubos é bastante complexa, é possível que eles apresentem outras propriedades físicas em nanoescala, que ainda estão por ser descobertas.

 
Bibliografia:
Strong Piezoelectricity in Bioinspired Peptide Nanotubes
Andrei Kholkin, Nadav Amdursky, Igor Bdikin, Ehud Gazit, Gil Rosenman
ACS Nano
February 4, 2010
Vol.: 4 (2), pp 610-614
DOI: 10.1021/nn901327v
 

sábado, 1 de maio de 2010

Descoberta antimatéria que cria nova tabela periódica

Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica

Utilizando o colisor RHIC, os cientistas observaram um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Portanto, antimatéria. [Imagem: Star]
 
Um  grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência experimental de que núcleos atômicos compostos de antimatéria podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.
A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por a prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.
Produção de antimatéria
O experimento, realizado pela Colaboração Star - que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes - foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos.
Segundo Alejandro Szanto Toledo, físico da USP e coautor do estudo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo.
 
De acordo com Toledo, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é suficiente para atingir uma transição de fase, são geradas também as antipartículas.
"Essas antipartículas são submetidas à coalescência - um processo análogo à condensação - e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio - isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio - o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton", disse Toledo.
Fora da Tabela Periódica
O experimento, segundo o professor, formou hádrons - partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons - que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como "estranheza".
"Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria", explicou Toledo.
Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons - ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. "Estamos felizes por termos um grupo [brasileiro] participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta," destacou.
Outro tipo de matéria
Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).
"Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 400 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma", explicou.
Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no HRIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.
"Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão", disse.
Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica
"Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza." [Imagem: Star]
Tabela Periódica de antimatéria
A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.
"Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Cooperação Star irá enveredar por essa direção", afirmou.
Eixo da estranheza
Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. "Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza."
Nova Tabela Periódica
Para conhecer outros estudos que prometem criar novas tabelas periódicas, veja as matérias
  • Superátomos viram a Tabela Periódica de cabeça para baixo
  • Tabela Periódica de "super-átomos" pode revolucionar a Química
  • Elementos pseudo-metálicos podem criar "pseudo-Tabela Periódica"
Os coautores brasileiros do estudo sobre a antimatéria são, além Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz - professores do Departamento de Física Nuclear da USP -, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física da Unicamp e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.
Bibliografia:

Observation of an Antimatter Hypernucleus
The STAR Collaboration - B. I. Abelev et al.
Science
04 March
Vol.: Published online
DOI: 10.1126/science.1183980
 

 

Menor mapa 3D do mundo

Para demonstrar as capacidades inovadoras da técnica, os cientistas criaram uma série de mapas planos e tridimensionais, usando diferentes materiais.
O primeiro é um mapa 3D completo do mundo, medindo apenas 22 micrômetros de largura por 11 micrômetros de altura, esculpido em polímero - o tamanho é equivalente ao tamanho de um grão de sal.
No relevo, cada 1.000 metros de altitude correspondem a cerca de 8 nanômetros. O mapa é formado por 500.000 "pixels", cada um medindo 20 nanômetros quadrados, menos da metade do tamanho dos transistores dos processadores mais modernos.
O mapa tridimensional inteiro foi construído em apenas 2 minutos e 23 segundos, um "instantâneo" em comparação com as técnicas de manipulação disponíveis até agora.
O segundo mapa é uma réplica 3D do Matterhorn, uma famosa montanha dos Alpes suíços, com 4.478 metros de altitude. Criado em vidro molecular, o nanomapa representa uma escala de 1:5 bilhões.
IBM cria o menor mapa 3D do mundo
Para criar a réplica 3D do Matterhorn, uma famosa montanha dos Alpes suíços, 120 camadas de material foram removidas sucessivamente do substrato de vidro molecular. [Imagem: Knoll et al./Advanced Materials]
A ciência por trás da técnica
O componente central da nova técnica, desenvolvida no laboratório da IBM em Zurique, na Suíça, é uma pequena ponta de silício muito afiada, com 500 nanômetros de comprimento e apenas alguns nanômetros na sua extremidade.
A ponta, semelhante às utilizadas em microscópios de força atômica, é acoplada a uma viga flexível que varre de forma controlada a superfície do substrato com a precisão de um nanômetro - um milionésimo de milímetro.
Aplicando calor e força, a ponta nanométrica consegue remover material de um substrato com base em padrões predefinidos, funcionando assim como uma fresa em nanoescala, controlada por computador e com precisão extremamente alta.
Da mesma forma que as fresas tradicionais, pode-se retirar mais material modulando a força aplicada na ferramenta, resultando em estruturas 3D com precisão nanométrica. Para criar a réplica 3D do Matterhorn, por exemplo, 120 camadas de material foram removidas sucessivamente do substrato de vidro molecular.
"Os avanços em nanotecnologia estão intimamente ligados à existência de métodos e ferramentas de alta qualidade para a produção de padrões e objetos em nanoescala sobre diferentes superfícies," explica o Dr. Armin Knoll. "Com sua larga funcionalidade e capacidade única de modelação 3D, esta técnica de padronização baseada em uma nanoponta é uma poderosa ferramenta para a criação de estruturas muito pequenas."
 
Bibliografia:
Probe-Based 3-D Nanolithography Using Self-Amplified Depolymerization Polymers (p NA)
Armin Knoll, David Pires, Olivier Coulembier, Philippe Dubois, James L. Hedrick, Jane Frommer, Urs Duerig
Advanced Materials
Apr 23 2010
Vol.: Articles online in advance of print
DOI: 10.1002/adma.200904386
 

IBM cria o menor mapa 3D do mundo

Nanofabricação

 

IBM cria o menor mapa 3D do mundoEste é o menor mapa 3D da Terra, construído com uma nova ferramenta de fabricação para a nanotecnologia criada por cientistas da IBM. Apesar da precisão dos detalhes em escala nanométrica, só vista por microscópio, o mapa inteiro é do tamanho de um grão de sal. [Imagem: Knoll et al./Advanced Materials]
Um grupo de cientistas da IBM criou um mapa-múndi 3D tão pequeno quanto um grão de sal. Um outro mapa 3D de uma montanha dos Alpes é tão pequeno que 1.000 deles juntos caberiam em um único grão de sal.
O feito foi possível graças a uma nova técnica que utiliza uma ponta de silício 100.000 vezes mais fina do que a ponta afiada de um lápis.
Esta ponta é usada para criar padrões e estruturas com dimensões de até 15 nanômetros. Embora isso já fosse possível com outros equipamentos, a nova técnica é mais rápida e mais simples - e por decorrência, muito mais barata.
Esta nova forma de criar estruturas nanométricas vai ajudar o desenvolvimento de objetos em nanoescala úteis em áreas como os MEMS, as nanomáquinas, a optoeletrônica, além de acelerar as pesquisas para o uso da nanotecnologia na medicina e na biotecnologia.